“O empate foi bom para eles, porque o São Paulo mereceu ganhar!” - Foi dessa maneira que Muricy Ramalho resumiu a partida em que os reservas do Maior do Mundo, jogando de igual para igual, empataram com o Atlético Paranaense, na Arena da Baixada.
Concordo com o Muricy. O que era para ser uma “
roubada” para o time reserva (já que estamos poupando os titulares para a Libertadores) se transformou em uma “injustiça” e, por muito pouco, o tricolor B não vence a primeira neste Brasileirão.
Com exceção da bobeada geral no gol do Furacão (a segunda falha em bola aérea no Brasileirão) o time todo se comportou bem e não deu muitas chances ao adversário. Armado com uma tática muito bem feita, onde Júnior jogou como se fosse um
“camisa 10″, e baseado na
“velha” defesa sólida dos times de Muricy, o tricolor volta para São Paulo com o dever cumprido e a satisfação do torcedor com seu banco de reservas. O que faltou? Arremates a gol.
O jogo começou como era de se esperar: pressão do time da casa. O Atlético abafava o São Paulo, que já mostrava sinais de compactação. Até os 14 minutos do primeiro tempo o jogo estava igual quando, em uma falha de marcação na defesa, o zagueiro Danilo subiu sozinho e abriu o placar. Reparem que o gol foi idêntico ao que tomamos do Grêmio na estréia do campeonato. Bosco caçou borboleta no escanteio mas, para mim, a responsabilidade era da zaga, que não acompanhou os jogadores atleticanos.
Mesmo depois do gol o São Paulo não se abalou e manteve seu jogo, igualando as ações com o adversário. Borges tentou de fora da área, Juninho tentou de falta… mas a bola não entrava. Mesmo atuando bem, faltava um jogador que virasse o jogo no meio-campo do tricolor. Faltava Júnior
“entrar em campo” e assumir o comando do meio.
Começa o segundo tempo e o tricolor vem com uma alteração tática: O jovem volante Wellington dá lugar ao jovem ala Rafael, que atuou como um
“ponta direita” para jogar com Éder Luis. Joílson e Bruno ficam na retenção, Júnior aparece ainda mais como meia e Borges no comando de ataque.
O time melhorou ainda mais e foi apertando os donos da casa em seu campo. O São Paulo já merecia o empate após duas bolas na trave (Juninho e Rafael) quando, aos 34 minutos da segunda etapa, Éder Luis completa cruzamento de Júnior após bela jogada de Joílson e Cazumba. Era o empate justo e merecido do tricolor. Era a festa da torcida do Maior do Mundo contrastando com o silêncio da Baixada.
À partir daí o jogo ficou mais franco e melhor, com o Atlético querendo a vitória e o tricolor tentando aproveitar as brechas ainda mais contundentes da defesa adversária. Muita raça no time B tricolor e até Sérgio Mota (que entrou no finalzinho) teve sua chance de balançar as redes.
A partida terminou com um empate que, se não é bom em termos de tabela, dá a sensação de dever cumprido e aprovação dos reservas tricolores. O destaque negativo foi a confusa e péssima atuação da arbitragem (sobretudo o árbitro carioca Djalma José Beltrami) que, além de ser o exemplo máximo da péssima mania brasileira de se apitar até encostão, não marcou um pênalti claro no tricolor e ainda expulsou Aislan, que simplesmente chegou duro (porém na bola) em um jogador adversário. Essa ninguém entendeu!
O São Paulo não arrancou o empate. Quem arrancou o empate neste jogo foram eles!
Agora é esquecer o Brasileiro e partir com tudo para o Maracanã!
Notas dos personagens da partida:
Bosco: Caçou borboleta no gol atleticano. Mas a falha principal foi da zaga. No mais demonstrou segurança e credibilidade para ser reserva do ídolo.
Nota: 6,5Éder: Fez uma bela partida, ora na lateral, ora na zaga. Tirou uma bola providencial no último segundo do jogo, após uma falta inexistente que tirou Aislan da partida.
Nota: 7,5Juninho: Boa partida e perigosos chutes de falta. Uma quase entra. Falhou com a zaga no gol do time da casa.
Nota: 7,0
Aislan: Fez também uma boa partida, apesar da falha do gol do Furacão. A bola no primeiro pau era dele. No mais se comportou muito bem e foi injustiçado com um cartão vermelho após uma entrada dura, mas na bola.
Nota: 7,0
Cazumba: Bela atuação. Soube atacar e defender bem no jogo. Boa assistência para o cruzamento do gol. Se tivesse mais calma poderia ter feito o seu numa bola que sobrou nos seus pés.
Nota: 7,5
Bruno: O jovem zagueiro jogou como volante e não decepcionou. Seguro atrás e com uma boa saída de bola, apesar da sua limitação ofensiva. Fez o “arroz-feijão” certinho.
Nota: 7,5Joílson: Escalado como volante, caiu muito pela lateral do campo, confundindo a zaga atleticana. Foi regular no primeiro tempo e bem melhor no segundo. Boa jogada para o gol tricolor.
Nota: 7,0
Wellington: O garoto tem muito potencial mas o peso da estréia atrapalhou um pouco o rendimento. Deu lugar a Rafael na segunda etapa.
Nota: 6,5Júnior: Comandou a garotada no meio-campo com muita experiência e cadência. No primeiro tempo foi discreto, mas cresceu muito nos 45 minutos finais e, nas poucas jogadas de linha de fundo do São Paulo, lembrou aquele Júnior do passado e colocou a bola com açúcar nos pés de Éder Luis.
Nota: 8,0Éder Luis: Pela primeira vez jogou na sua posição e arriscou mais jogadas no ataque que o de costume, quando joga de meia no tricolor “A”. Seu primeiro gol com a camisa mais linda do Brasil foi prêmio ao seu esforço constante durante todo o jogo.
Nota: 7,5
Borges: O jogo dele sempre é esse. Se sobra uma bola ele guarda. Se não sobra a sua atuação não passa de regular. Mesmo assim lutou muito e não fica parado na frente da zaga esperando bola.
Nota: 6,5
Rafael: Entrou e deu mais uma opção no ataque. Bateu uma bela bola na trave e se movimentou muito em campo. Nota
: 7,5Sérgio Mota: Entrou nos 5 minutos finais e só teve tempo de arriscar um chute.
Sem nota.
Muricy Ramalho: Deu para ver que, por trás dos reservas e dos garotos estreando, que houve um plano tático definido e respeitado pelo time. Nas condições do jogo, o São Paulo merecia a vitória na Baixada pois jogou bem mais que o adversário. O torcedor do Maior do Mundo gostou bastante da atuação dos reservas.
Nota: 8,0
Arbitragem Horrorosa! A expulsão de Aislan foi caso de cegueira explícita! Além disso, é da escola clássica de apitar até assoprão. A abritragem deste jogo foi digna de pastelão dos “Três Patetas”. Pena que o jogo é de série A do Campeonato Brasileiro.
Torcida Como é bom ver o torcedor tricolor lotando a parte que lhe cabe na Arena da Baixada. O Paraná é o segundo estado que tem mais torcedor do São Paulo. Parabéns aos torcedores tricolores que prestigiaram a equipe reserva do Maior do Mundo. Nota DEZ!
O adversário late, mas não morde!
Até que fui educado ao falar do jogo e do adversário deste domingo. Mas tem coisas que não dá para deixar barato. A “raivinha” que esses poodles tem do Maior do Mundo é tão grande que até mesmo o blog do (meio) lado de lá late alto e fino só de ver o time reserva do TRI Libertadores e Mundial na frente. Lamentável!
Por isso colocamos essa homenagem ao lado, não tão justa com a maioria dos torcedores do Furacão, mas na medida para o texto do blog poodle: Cão que ladra muito… não morde!
Poodles: Saudações tricolores 2005! Pediu? A gente lembrou!